O Blog do Careca


Torcer faz bem

É curioso e triste perceber que vivemos uma época em que o ser humano está cada vez mais individualista, independente de qual seja o tema que estejamos tratando, como a natureza ou as próprias relações humanas.

Percebi nas últimas semanas o quão difícil é reunir um grupo de pessoas para conseguir doações de mantimentos para uma instituição de caridade ou mesmo para doar sangue a uma criança. Recebi algumas críticas por conta disso, pelo suposto uso incorreto de ferramentas que deveriam servir apenas para facilitar nosso dia a dia profissional, ou acadêmico.

Mas oras, para que serve toda essa tecnologia se não posso me valer dela para fazer o bem? Se não posso utilizá-la para mobilizar pessoas, de que vale?

Algumas instituições ainda são porto seguro da consciência de que a ajuda ao próximo é tema constante em suas vidas. Foi assim quando falei com um amigo que não vejo há tempos e que por meio do MSN descobri que virou bombeiro. Prontamente ele colocou seus "serviços" às ordens de uma boa causa e mobilizou seu batalhão para um mutirão de doação voluntária de sangue.

Na escola de meu filho, de 9 anos, conseguiu a doação de mais de 15kg de sabonete e creme dental, que foram doados a uma instituição que cuida de velhinhos abandonados. A mesma campanha, no trabalho, resultou em 5 sabonetes e 2 tubos de creme dental.

Como podem perceber as crianças talvez sejam a única salvação desta nação.

Então pergunto: por que as torcidas dos clubes de futebol não aproveitam para mudar a imagem que todo torcedor, de um modo geral, tem delas? Por que não aproveitam o fato de serem torcidas organizadas, para organizarem-se em prol de causas humanitárias que estejam ao seu alcance?

Uma oportunidade como essa, ainda que tenha o interesse de mudar a imagem marcada por atos de violência contra os seus e contra outros, sem dúvida traria reflexos sem prescedentes.

Está mais do que na hora de torcermos não só para nossos times de futebol. Está na hora de torcermos também pela vida.



 Escrito por Carlos Fabiano às 10h31 [] [envie esta mensagem] []






Fim da agonia

Foram mais de 20 anos de agonia, com alguns títulos importantes, a bem da verdade.

Na madrugada de hoje o Clube de Regatas Vasco da Gama finalmente se vê livre de uma administração que mais tem colaborado para afundar o clube do que para dignificar seu nome.

Com isso volta a simpatia de outros torcedores, volta a esperança de ver o clube cruzmaltino novamente brigando por títulos.

Não pense, Roberto Dinamite, que tudo será mil maravilhas, pois o torcedor de verdade não se limita a apenas torcer. Começará agora um trabalho de acompanhamento constante, para que ele faça mais e melhor que seu antecessor.

Os senhores feudais do futebol brasileiro aos poucos são destronados.

Que o exemplo de São Januário possa ter eco em outras entidades, e em outros esportes.



 Escrito por Carlos Fabiano às 10h29 [] [envie esta mensagem] []






Direito à informação X Direito à privacidade

Quando o trabalho da imprensa passa a influenciar diretamente o trabalho dos clubes ou das seleções de futebol?

Está na hora de avaliarmos qual o papel desses profissionais na divulgação de informações e apuração, quando se trata dos atletas e suas respectivas agremiações.

Novamente a seleção de futebol do Brasil passa por um momento de transição, com a renovação de seu quadro técnico, agora sob o comando do ex-jogador Dunga, capitão do tetracampeonato, em 1994.

Há um conflito deflagrado entre o treinador e a imprensa, ávida por novidades sobre os craques, mas que em muitos momentos não respeita a condição do ser humano, enxergando apenas o jogador de futebol que pode virar notícia.

O corte de privilégios a determinados veículos e representantes desses, gerou grande desconforto entre os jornalistas responsáveis pela cobertura da seleção. Mas o papel da imprensa muitas vezes não é analisado da forma como deveria, ainda que ela seja a responsável por levar ao torcedor as informações sobre seus ídolos.

Todos sabemos que para um trabalho sério é necessário um momento de isolamento, já que os atletas estão constantemente sujeitos à opinião pública e também aos empresários, outro mal necessário ao futebol moderno.

A exposição constante na mídia passa a atrapalhar a preparação desses mesmos atletas, independente de qual seja o torneio em foco, como vimos durante a realização da última Copa do Mundo em 2006. Daí a necessidade de deixar de lado os holofotes para maior dedicação e busca pelo resultado positivo.

Não é assim que acontece com os clubes de futebol? E por que com a seleção tem de ser diferente?

Se os clubes se fecham em suas concentrações, viajam para locais isolados e "blindam" seus atletas, por que a seleção tem de adotar outro tipo de comportamento? Por que os jogadores vindos da Europa têm de estar constantemente à disposição e os palcos de treinamento transformam-se em verdadeiros picadeiros para o "respeitável público"?

É fato que todos os brasileiros têm de saber o que se passa com sua seleção, mas devemos também entender de que este time precisa de tempo e sossego para trabalhar. Há um claro limite entre a informação e o desrespeito ao ser humano. E este limite não vem sendo respeitado.



 Escrito por Carlos Fabiano às 10h29 [] [envie esta mensagem] []






Pelo direito de torcer em paz

O torcedor brasileiro, de uma forma geral, é maltratado em todas as vezes que resolve prestigiar seu clube do coração no estádio, seja em que estádio for.
 
Em pleno século 21 as condições de higiene nos banheiros ainda é questão sempre lembrada, quando o assunto é a modernização das praças esportivas e a luta pela volta do público aos estádios.
 
Quando finalmente o torcedor, no Brasil, será tratado de forma decente?
 
A Copa 2014 levantou a possibilidade de modernização das principais arenas do país, mas o pensamento não leva em conta o torcedor brasileiro, mas sim o privilégio do país em abrigar a maior competição do futebol mundial.
 
Pequenas coisas, que fazem a diferença, são esquecidas ou desconsideradas.
 
A venda de ingressos é uma delas.
 
Por mais que pareça lógica e prática, a venda de ingressos é um verdadeiro calvário que os torcedores têm de encarar, seja numa partida classificatória ou na final de um campeonato.
 
Horários e dias incompatíveis, aliados ao eterno problema dos cambistas, deixam os torcedores cada vez mais distantes de sua paixão.
 
É certo que uma empresa detenha o monopólio da venda de ingressos? Parece lógico que não. Mas uma empresa faz dos clubes seus reféns, antecipando pagamentos e alienando os devedores a um compromisso do qual não podem sair, ainda que o serviço ofertado seja o pior possível.
 
Quero acreditar que o Brasil pode mudar em diversos aspectos, mas os homens que fazem a política do país, em todas as áreas, teimam em matar esse sonho.
 
Tudo o que o torcedor quer é o direito de torcer em paz.
 
Parece um absurdo?
 
E mesmo com uma Copa do Mundo no horizonte parece que esse sonho é algo utópico demais para se tornar realidade.



 Escrito por Carlos Fabiano às 10h25 [] [envie esta mensagem] []






Avaliação pré-esportiva: seu coração agradece

É comum entre os brasileiros a prática de esportes somente aos finais de semana, ainda que a grande maioria não saiba os riscos que a atividade física eventual pode trazer à saúde.


O bate bola com os amigos, a corridinha no parque ou mesmo a natação no clube, se feitos de forma intensa, podem causar grandes danos ao coração daqueles que só praticam atividades físicas eventualmente.


No futebol alguns exemplos recentes apontam para os cuidados que todos deveriam ter antes de praticar esportes. A morte em campo do zagueiro Serginho, do São Caetano, em outubro de 2004, causou grande comoção no Brasil, mas poucos se lembram disso ao reunir os amigos para a pelada de fim-de-semana.


Os cardiologistas, em sua grande maioria, alertam para os riscos causados ao coração e aconselham o esportista eventual a avaliar suas condições físicas, antes da prática de exercícios de grande intensidade.


O Dr. Giuseppe Dioguardi, cardiologista do esporte do Hospital Dante Pazzanese e autor do livro “Tratado de Cardiologia do Esporte e do Exercício”, alerta para a importância do acompanhamento médico antes de atividades que exijam grandes esforços: "A prática de esportes nos finais de semana, desde que sejam em uma intensidade muito leve ou leve, não apresenta riscos. Só não fornecerão todos os benefícios das atividades organizadas. Já para as atividades de moderada a alta intensidade deve-se tomar maiores cuidados como avaliação pré-participação esportiva, identificando situações clínicas que necessitem afastamento ou orientações específicas."


Isso vale para pessoas de qualquer faixa etária, o que inclui os jovens, que normalmente não dão a devida importância para essa questão.


Para o Dr. Giuseppe uma pessoa que tenha constatado e faça qualquer tipo de tratamento para o coração pode praticar esportes, desde que “tenha sua condição clínica avaliada por um especialista, que vai orientar a atividade e intensidade adequada para sua idade, capacidade funcional e quadro clínico”.


Ele recomenda ainda o preparo físico regular durante a semana, ressaltando sua “importância para a melhora dos benefícios da atividade física. Estudos realizados em diversos centros especializados demonstraram resultados cada vez mais benéficos para o homem, constatando que o tempo dedicado a eles é muito bem empregado.”


Não só o coração como outros órgãos do corpo humano sofrem com a prática esportiva eventual. O risco de lesões associadas ao esporte aumenta consideravelmente, levando em conta os equipamentos utilizados, como os calçados apropriados para cada tipo de atividade. É o que acha o Dr. Luiz Rosan, fisioterapeuta do São Paulo Futebol Clube e da Seleção Brasileira de Futebol: “Os atletas de final de semana são os que mais sofrem lesões, por justamente não estarem preparados fisicamente. Não se deve ativar nenhuma possibilidade de esporte sem passar pelo crivo de um especialista.”
O Dr. Rosan é taxativo ao afirma que “sempre que for praticar alguma atividade física o esportista deve antes procurar um médico e fazer uma avaliação física, para traçar seu perfil de aptidão. É importante que ele saiba até onde pode chegar o seu organismo e trabalhar dentro desse limiar.”


Acostumado a tratar os maiores astros do futebol brasileiro, Dr. Rosan, acredita que “a prática de atividade física regular deve ser sempre acompanhada por um profissional, quando se pretende atingir um alto nível. É o profissional que irá direcionar as condutas, o tempo e os dias para se executar um trabalho que suporte as atividades.”


O indivíduo deve conhecer seus limites e saber o momento de parar, ao menor sinal de que algo esteja errado.


A manutenção de uma atividade regular além de trazer benefícios para a saúde física e mental colabora para o aumento da qualidade de vida do cidadão, e isso no final é o que tem de ser levado em conta.



 Escrito por Carlos Fabiano às 11h07 [] [envie esta mensagem] []






Trapalhadas Fenomenais

Todo ser humano comete erros e não poderia ser diferente com aqueles que para nós são quase heróis, semideuses.

O menino que joga futebol, e tem talento, em pouco tempo é alçado à condição de estrela e vê seu mundo mudar da noite para o dia. Não pode mais sair com os amigos para os lugares habituais. Não pode mais comparecer a eventos com a família, ou mesmo ser flagrado tomando uma cervejinha, como qualquer mortal.

Sua vida já não pertence mais a si, mas sim aos periódicos e público ávido por informações de seu ídolo.

Ronaldo Nazário sofreu na pele, nas últimas semanas, as conseqüências de tornar-se um popstar. De menino pobre dos subúrbios cariocas ao casamento num castelo. E lá estava Ronaldo como embaixador da Unicef, que agora nega qualquer relação com o craque.

Como ser humano e honesto ele reconheceu o erro, mas a imagem foi prejudicada a ponto de correr o risco de perder alguns de seus poupudos patrocinadores.

A imprensa, voraz como um abutre, explora ao máximo o episódio, e o menino sofre. Sim, um menino, mesmo com 30 e poucos anos. Um menino que teve seus passos vigiados desde os 16 anos, quando despontou para o futebol no Cruzeiro, de Minas Gerais, até a maturidade, que talvez ainda não tenha chegado, no Milan, da Itália.

Cada um exerce seu papel nessa ciranda que convencionamos chamar de vida.

Uns rendem fatos e outros os explora.

Assim seguimos, com e sem trapalhadas.

Assim continuamos humanos.



 Escrito por Carlos Fabiano às 16h30 [] [envie esta mensagem] []






A diferença entre o homem e o mito

É tênue a linha que separa a vitória da derrota, o êxito do insucesso, a glória do fracasso e o homem do mito.

Tão marcante é a história de um herói imaginário que povoa a mente de uma nação de fanáticos que o idolatram, como se fosse a encarnação da própria divindade.

Rogério Ceni, para muitos, é herói, ídolo e mito. É a representação daquilo que gostaríamos de ser. O exemplo do ser humano que deu certo por conta de suas próprias forças e personalidade marcante.

Para alguns, arrogante. Para outros concentrado e centrado.

Ser humano.

A algumas horas de completar 800 partidas pelo São Paulo, Rogério é destaque no Uruguai, onde o clube jogará pela Libertadores.

Parece simples nos dias de hoje atingir tal marca, mas num futebol onde a cada dia o êxodo de atletas se dá cada vez mais cedo, Rogério é exemplo a ser seguido. Embora o capitalismo selvagem que arrebata a mente de nossos jovens seja mais forte, e a razão imediata guia para o lucro fácil e rápido em terrenos inóspitos.

Os mesmos jovens que em grande maioria são acéfalos e apenas seguem um roteiro préestabelecido por seus senhores, na figura de empresários da bola. Não têm estes a capacidade de pensar por si próprios, como tem Rogério Ceni, que talvez por isso seja tão invejado, e que talvez por isso cause temor na imprensa esportiva.

Não é fácil identificar na figura de Rogério Ceni onde termina o mito e onde começa o homem.

Rogério Ceni talvez faça parte de um seleto time que jamais conseguiremos definir, mas que povoará nosso imaginário para todo o sempre.



 Escrito por Carlos Fabiano às 14h50 [] [envie esta mensagem] []






Foi-se o tempo

Apesar dos 30 anos bem vividos jamais tive a oportunidade de presenciar fatos tão pitorescos como aqueles contados por meu pai, ou por conhecidas figuras da imprensa esportiva do Brasil, como Alberto Helena Jr ou Silvio Luiz.

Pensei que tais fatos tivessem ficado no passado, ou ainda que aconteciam apenas nos "fundões" desse país.

Os que conhecem a história da Taça Libertadores também já ouviram falar de vestiários trancados com o time dentro, falta de energia e banho gelado, time passando pelo meio da torcida adversária, etc.

Em pleno século 21 é inadimissível que isso ainda aconteça, não é mesmo?

E o caro leitor deve pensar que é menos admissível que isso aconteça no país que abrigará uma Copa do Mundo.

E se eu disser que além de ser verdade, o deprimente espetáculo é promovido por um clube que se considera grande?

E se eu disser que isso acontece com a anuência do técnico que se acha o melhor do Brasil?

Pois bem, amigo leitor, isso aconteceu hoje no estádio Palestra Itália, no confronto entre São Paulo X Palmeiras, pela semifinal do Paulistão 2008.

Só que canalhas com a mente no século 20 deram um "tom de modernidade", despejando spray de pimenta no vestiário do clube do Morumbi.

Lamentável?

Pior ainda foi a atitude de mandar apagar os refletores do estádio logo após a marcação do segundo gol do time alviverde.

Ao caro amigo quero registrar minha indignação, já sabendo que nada será feito e ninguém será punido.

É triste ver que clubes se aliam a criminosos, vendem suas camisas, compram árbitros e ainda precisem usar desse expediente para vencer um clube que nada faz, além de trabalhar e se sustentar com seus próprios recursos.

Ah, só para que fique registrado houve também uma partida de futebol, apesar dos canalhas de sempre, travestidos de dirigentes e de "super-técnicos" de futebol.

Abraços.

www.torcidasdobrasil.com.br
carlosfabiano@torcidasdobrasil.com.br



 Escrito por Carlos Fabiano às 18h55 [] [envie esta mensagem] []






Como nasce um herói

Não é verdade que o futebol seja, indiscutivelmente, a paixão de todo brasileiro. Mas o fato é que existem aqueles que dão toda a importância ao esporte bretão.

São aqueles que choram, sofrem e se desesperam. Desde o apito inicial até o chute derradeiro.

É nesse momento que nasce o herói.

Só ele é capaz de dar a esse torcedor a salvação para um perigo que só existe em sua mente apaixonada e que aflige seu coração durante os 90 minutos de uma partida. Não há inimigo, mas muitos vilões que a todo custo tentam tirar dele a alegria de ver seu clube vitorioso. E esses precisam ser combatidos a todo custo, até que não haja mais batalha a ser lutada.

Ontem no Cícero Pompeu de Toledo conhecemos a figura sobre-humana, quase mítica, de um imperador moderno.

Foram 90 minutos de um jogo de um time só. Uma batalha épica, tal qual as que eram travadas na antigüidade pelas Legiões Romanas, na conquista da Gália, comandadas por Marco Antônio e Julio César.

O Imperador dessa vez responde pelo nome de Adriano.

Mesmo antes de partir para a reconquista do Velho Continente, ele já desperta a saudade em seus seguidores.

Contra um Sportivo Luqueño disposto ao que chamamos de antifutebol -muitos jogadores simplesmente desabaram sem qualquer motivo aparente, ao longo da partida- coube a Adriano, uma vez mais, o papel de protagonista e herói, quando tudo caminhava para um desgastante empate.

É nessas horas que o ser humano prova do que é capaz e Adriano vem provando a cada dia que é o herói do torcedor tricolor.

Já deixa saudades.

’Ave Cesar’.



 Escrito por Carlos Fabiano às 18h02 [] [envie esta mensagem] []






Roxo de vergonha

Sem profissionalismo algum a diretoria do Corinthians frustrou seus torcedores, convocados a vestir o novo uniforme roxo, na partida do último domingo contra o Marília pelo Paulistão.

Alegando superstição, o presidente Andres Sanchez simplesmente decidiu em cima da hora que o time entraria em campo com o uniforme tradicional e não mais com a nova camisa, contrariando campanha de marketing que dominou o meio esportivo na última semana, tendo inclusive os muros do Parque São Jorge e o ônibus da delegação, pintados com a mesma cor da camisa.

Muitos comentaristas reprovaram tal atitude e ficou claro que uma vez mais a direção da equipe alvinegra curvou-se à vontade de muitos torcedores que torceram o nariz para a cor do uniforme.

Um clube que pensa em se modernizar não pode continuar tocando seu destino com base nas pressões que sua diretoria sofre de torcedores, sejam eles organizados ou não.

No futebol moderno não há mais espaço para o amadorismo e atitudes desse tipo deixam claro que o Corinthians, apesar de alguns bons nomes, continua sendo gerido de forma amadora.

Paixão pelo clube é uma coisa. Mas o profissionalismo hoje em dia é muito mais importante.

E do Parque São Jorge o profissionalismo passa longe.



 Escrito por Carlos Fabiano às 13h45 [] [envie esta mensagem] []






Circo merece respeito

Já dizia o ditado: "Se cobrir vira circo".

É quase nisso que se transformou o TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da Federação Paulista de Futebol.

Na noite de ontem o atleta Jorge Wagner, do São Paulo, foi julgado e condenado a uma partida de suspensão por suposta joelhada em Valdívia, do Palmeiras.

Nada errado, não fosse o fato de o São Paulo jogar a última rodada da fase de classificação do Paulistão contra o frágil Juventus. Neste caso o atleta fica livre para jogar a semi e a final, caso o Tricolor avance.
Não entro no mérito da condenação do atleta, mas sim da punição que atende aos interesses da própria FPF, que obviamente não quer desvalorizar o seu torneio.

O atacante Kléber, do Palmeiras, foi condenado a duas partidas de suspensão, pela cotovelada no zagueiro André Dias, do mesmo São Paulo. O detalhe é que o Palmeiras já estava praticamente classificado e o atleta não faria falta nas rodadas finais, estando liberado para fase seguinte. Fosse no Brasileirão -que tem longa duração- o atleta teria levado punição exemplar, como merecia neste caso.

Triste, porém é a realidade do futebol paulista.

O circo e os palhaços de verdade merecem respeito.



 Escrito por Carlos Fabiano às 13h44 [] [envie esta mensagem] []






Malas que vêem para o bem

Até que ponto é válido o incentivo financeiro para que um clube de futebol derrote o outro, facilitando assim a vida de um terceiro, interessado diretamente no resultado dessa partida?

A questão vai muito além da ética, pois não envolve apenas o lado financeiro. A paixão pelo futebol é colocada em questão, quando esse assunto vem à tona sempre em finais de campeonatos.

No próximo final de semana ocorrerá a última rodada da fase classificatória do Campeonato Paulista. Para que consiga obter a sonhada classificação o Corinthians não depende apenas de suas próprias forças. Além de vencer sua partida contra o Noroeste, em Bauru, a equipe do Parque São Jorge depende de uma combinação de resultados para se classificar às semifinais do torneio. Uma derrota do São Paulo para o Juventus, no Morumbi, ou uma vitória do Santos contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, são os resultados necessários às ambições alvinegras.

Entra então em jogo a tal da "mala preta".

Muitos técnicos dizem que isso existe sim no futebol, embora nunca tenha sido provado.

Emerson Leão, técnico do Santos, diz que seu time não facilitará no jogo contra a Ponte, para prejudicar um rival. Conta que quando era atleta passou por situação semelhante e recusou-se a disputar uma partida devido à tal mala.

E o torcedor, como é que fica?

De certo apenas que os interesses dos cartolas e dos clubes é o principal.

O torcedor jamais será consultado para saber o que pensa acerca desse assunto e se acha legal ou não seu clube receber esse "doping financeiro" para derrotar um adversário, o que seria mais do que sua obrigação.

Quem não se lembra das rodadas finais do Paulistão, em que o São Paulo poderia perder para o Juventus e selar o rebaixamento do Corinthians? Novamente os dois clubes se cruzam numa rodada derradeira, e novamente o "Moleque Travesso" pode ir parar na segundona.

Com ou sem mala preta essa é a graça que apimenta muitas rivalidades em nosso futebol e dá munição para infindáveis discussões nos botecos da esquina.



 Escrito por Carlos Fabiano às 13h42 [] [envie esta mensagem] []






Entrevista: Aurélio Miguel, candidato à presidência do São Paulo Futebol Clube

 

No próximo mês de Abril o São Paulo Futebol Clube realiza a eleição para a presidência da diretoria, que comandará o clube pelos próximos 3 anos, de acordo com mudança no estatuto, votada recentemente.
 
O ex-judoca Aurélio Miguel, medalha de ouro nas Olimpíadas de 1988, na Coréia do Sul, e conselheiro do clube, foi o nome escolhido para representar a oposição, que prega mudanças na atual gestão do futebol e a independência da área social.
 
Em entrevista para este estudante de jornalismo, Aurélio Miguel fala de suas idéias e conta um pouco de sua experiência no cargo de vereador, na cidade de São Paulo. Mostrando-se ligado às questões do clube não deixou passar em branco nem o significado das estrelas na camisa do Tricolor.

Em breve neste mesmo espaço estará disponível uma entrevista com um representante da situação.

Meus sinceros agradecimentos ao Aurélio Miguel, pela receptividade durante os contatos, a seu assessor, Carlos Bortole, e a Renata Lutfi, do site Tricolorpaulista.Net.


Reportagem: Carlos Fabiano de Souza
Foto: Marcos Alves / HB Comunicação

 

 

1- Futebol e judô combinam?

Eu estou envolvido com o esporte desde os 4 anos de idade. Aprendi muito neste tempo. E uma das principais lições que trago é não temer desafios. Não tenho dúvidas que os princípios que aprendi no judô  como disciplina, determinação, desprendimento, coragem e perseverança se encaixam perfeitamente em qualquer modalidade esportiva, inclusive no futebol.

 

2- A história do São Paulo Futebol Clube é pautada pela ousadia e pioneirismo de seus dirigentes. Isso o inspira na busca pelo posto de dirigente máximo do clube?

O que faz com que eu busque a presidência do São Paulo é justamente olhar para trás e ver que aqueles dirigentes que fizeram a história do clube também não concordariam com o que atualmente acontece em seus bastidores. A mudança unilateral de um estatuto para que dirigentes se perpetuem no poder não condiz com  as marcas de ousadia e pioneirismo que levaram o São Paulo ao vanguardismo do futebol brasileiro.

 

3- Quando surgiu a vontade de representar a oposição na eleição para a presidência da diretoria?

O meu nome foi consenso entre o grupo de oposição que conta com 5 ex-presidentes, ex-diretores, conselheiros e associados que não concordam com os rumos da atual direção.

 

4- Não acha que pode fazer mais pela cidade de São Paulo, do que pelo São Paulo Futebol Clube?

Eu fui eleito por mais de 38 mil pessoas para o cargo de vereador de São Paulo e acredito que estou fazendo um bom mandato nestes pouco mais de 3 anos (ver site  www.aureliomiguel.com.br). Com a mesma garra e determinação que encarei os desafios que se colocaram em minha vida, tenho certeza de que, caso eleito presidente do São Paulo, serei um dirigente esportivo à altura da história são-paulina.

 

5- A história do judoca Aurélio Miguel tem ligação com a história do clube? Conte-nos a respeito.

Eu comecei a treinar judô no São Paulo aos 4 anos de idade por indicação médica, já que eu sofria de problemas respiratórios. Para me desenvolver ainda mais no judô, me transferi para a Associação Vila Sônia, mas sem deixar de freqüentar o clube. Com o desenvolvimento de minha carreira esportiva as constantes viagens e competições no exterior se intensificaram, chegando a ficar 7 meses por ano em competições e treinamentos na Europa e Japão. Apenas no Japão, terra do judô, estive 25 vezes. Em 83 fui campeão mundial júnior e em 84 campeão mundial universitário. Neste mesmo ano fui cortado das Olimpíadas de Los Angeles por não concordar com o presidente da Confederação Brasileira de Judô, Joaquim Mamede. Em 87 fui medalhista de bronze no Campeonato Mundial disputado na Alemanha e no ano seguinte fui campeão olímpico em Seul, Coréia do Sul. Após o título entrei novamente em rota de atrito com a direção da CBJ e fiquei afastado dos tatames por quase 3 anos. Em 93 fui vice-campeão mundial e em 96 medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, a qual disputei machucado. Em 97 fui novamente vice-campeão mundial. Encerrei minha carreira em 2001. Em 2004 fui convidado por amigos para concorrer a uma vaga no Conselho Deliberativo do São Paulo, clube onde comecei minha trajetória esportiva. Para minha surpresa e satisfação, fui eleito como o conselheiro mais bem votado da história são-paulina. Assumi a condição de coordenador de judô e montamos uma forte equipe. Colocamos 3 atletas nas Olimpíadas de Atenas/2004. Danielle Zangrando e Leandro Guilheiro, e Antonio Tenório na Paraolímpiada. O Leandro foi bronze e Tenório sagrou-se tricampeão paraolímpico. Desde Adhemar Ferreira da Silva, em 1952, o São Paulo não conquistava uma medalha olímpica.



 Escrito por Carlos Fabiano às 12h07 [] [envie esta mensagem] []






6- O primeiro passo é ser reeleito conselheiro do clube. Acredita nessa possibilidade e na oportunidade de representar a oposição na eleição para a presidência?

Tenho convicção que serei eleito conselheiro e posteriormente serei o candidato da oposição na disputa pela presidência do clube.

 

7- Acredita que a falta de experiência como dirigente de futebol pode atrapalhar uma futura gestão?

Uma gestão não se faz com apenas um homem. Não sou personalista. Tenho plena confiança em minha história dentro do esporte e na experiência das pessoas que estarão comigo em uma eventual vitória. Estou preparado. Também não tinha experiência como vereador, e acredito estar fazendo um bom trabalho para a Cidade de São Paulo.

 

8- O que tem a dizer acerca das declarações do diretor de planejamento do clube, Marcelo Portugal Gouvêa, que, em defesa da atual administração, rebateu críticas suas sobre a falta de transparência, dizendo que o senhor não comparece às reuniões do Conselho Deliberativo há um ano?

As reuniões que não compareci foram devidamente justificadas, pois estava em sessão no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. O que não me impediu, aliás, de tomar plena consciência dos assuntos em pauta. Assuntos estes que regularmente já chegam definidos pela atual diretoria. Existe hoje no conselho do São Paulo um senta-levanta que aprova tudo o que a situação quer. Prato feito eu não aceito. Os contratos que quero ver eles não me mostram, nem a mim e nem a qualquer outro Conselheiro de Oposição.

 

9- Quem são as pessoas que o apóiam dentro do clube e no que elas poderão ajudá-lo no caso de vitória no pleito em Abril?

Conto com o apoio de 5 ex-presidentes, ex-diretores, conselheiros e muitos associados. São pessoas com históricos vencedores dentro do São Paulo. Que participaram das campanhas do bi-mundial, que descobriram talentos como Kaká, Júlio Batista, Edmilson, Fábio Aurélio, Denílson e Edu, que criaram o Projeto Sócio-torcedor, o GESP (grupo de executivos são-paulinos), etc. Enfim, são-paulinos e competentes.

 

10- Como você pensa o São Paulo para os próximos três anos, em caso de sucesso nas eleições? Detalhe-nos seus planos e projetos.

Minha plataforma não é apenas para os próximos 3 anos. Ninguém pode pensar um clube como o São Paulo apenas para daqui a 3 anos. Trabalharei para que o futebol continue forte, mas com trabalho de qualidade na transição futebol de base/profissional; apostarei numa área social independente, que tenha vida própria e não fique a reboque do futebol, e abrirei minha administração para todos, descentralizando e acabando com esta história de que só uma pessoa entende de tudo, como acontece atualmente.

 

11- Os demais clubes considerados grandes, de São Paulo, acordaram a pouco para a nova realidade, onde o investimento no marketing é algo essencial. Como o senhor pretende manter o São Paulo à frente dessas iniciativas e servindo como modelo para seus co-irmãos?

O São Paulo sempre foi referência no marketing do futebol brasileiro. Isto não ocorreu agora.

Nos últimos dias fomos surpreendidos com a denúncia de um grande jornal da cidade de São Paulo, dizendo que o clube despeja seu esgoto em um córrego que passa em suas proximidades. O marketing do São Paulo tem que se basear em ações concretas advindas da  postura imposta pela administração do clube. Estamos no século XXI e não podemos conceber um clube do tamanho do São Paulo que não cumpra suas obrigações como agente cidadão na maior cidade da América Latina. Então do que adianta eu entregar bandeirinhas na entrada do estádio e dizer que tenho um plano para transformar o torcida são-paulina na maior do país, se não consigo nem cumprir minhas contrapartidas sociais com esta comunidade que pretendo ter como minha aliada e torcedora? Há um claro desencontro entre o que está sendo feito e o que está sendo vendido para o grande público.

 

12- A população brasileira tem, em geral, uma percepção de que a política do país é "um mundo sem leis" onde prevalecem a troca de favores e a máxima de que a corrupção é prática comum. Como sua curta experiência como vereador de São Paulo poderá ajudá-lo na gestão do clube?

Existe a percepção dos fatos e a realidade dos fatos. A generalização é um mau hábito em qualquer parte do mundo. Nos Estados Unidos existe a concepção que latinos são a escória do mundo e que todo árabe ou muçulmano é terrorista. Muitas agências de turismo da Europa vendem o Brasil como um país do samba, carnaval e mulheres bonitas. Na Espanha, estudantes brasileiros são presos e deportados. O fato é que existe gente boa e ruim em qualquer ramo de atividade. Na política, no futebol e no jornalismo também existem os dois lados. Minha experiência como vereador será no sentido de conviver com o contraditório, ouvir as diversas correntes políticas que existem no clube; dialogar com a comissão técnica, enfim, ser democrático.

 

13- Qual foi sua contribuição para a cidade de São Paulo, enquanto vereador?

Meu trabalho como vereador é extenso. Aprovei projetos de lei ligados ao esporte, transporte, proteção animal, educação e saúde. Convido o leitor a visitar meu site  www.aureliomiguel.com.br e avaliar meu desempenho parlamentar. Lá presto contas de todas as minhas iniciativas na Câmara Municipal.

 

14- Qual é seu pensamento acerca da idéia de o clube incluir o estádio do Morumbi no projeto para a Copa 2014?

O estádio do Morumbi tem todas as condições de ser sede da Copa do Mundo de 2014. Independente do presidente que estiver comandando os destinos do clube deveremos receber jogos do Mundial.

 

15- No caso de não sair vencedor na eleição de Abril pensa em se candidatar a um novo mandato na Câmara Municipal?

No momento minha preocupação é continuar cumprindo um bom mandato como vereador e trabalhar  minha candidatura a presidente do São Paulo. O resto é especulação.

 

16- O São Paulo já foi visto como o maior incentivador dos esportes amadores no Brasil, carregando inclusive em sua camisa duas estrelas que representam as medalhas de ouro conquistadas por Adhemar Ferreira da Silva. Acredita que esteja na hora de o clube voltar novamente seus olhos para esses esportes? Quais suas idéias a respeito?

Apenas uma correção: as estrelas amarelas correspondem aos recordes mundiais do Adhemar Ferreira da Silva e não às suas medalhas olímpicas.

Quanto aos esportes amadores, é importante dar-lhes a importância que merecem. Um clube  do tamanho do São Paulo não pode se dar ao luxo de deixar modalidades olímpicas que lhe trouxeram tantas glórias no passado esquecidas em alguma sala da área social. Existem hoje leis de incentivo fiscal que podem fomentar a prática dessas modalidades, dando oportunidade aos associados e militantes que querem fazer carreira esportiva no Brasil. Está claro que hoje no São Paulo não há vontade política nem material humano para encarar um desafio como este. 

 

17- Como vencer a desconfiança da maioria dos torcedores e o favoritismo de Juvenal Juvêncio?

A desconfiança se dissipa a partir do momento em que, sem paixão, avaliarem minha história esportiva e o que posso fazer administrativamente para o crescimento do clube. Não sou um aventureiro, conheço os meandros do esporte; sei como age a maioria dos dirigentes, principalmente aqueles que se agarram ao poder. Quanto ao favoritismo do atual presidente, é algo que não me assusta. Sou competidor e sei que ninguém ganha na véspera. Aliás, já tivemos favoritismo igual ao hoje citado, em que a oposição venceu as eleições no Clube.

 

18- O que, sob seu ponto de vista, está errado na atual gestão do São Paulo e precisa ser corrigido com urgência?

A falta de transparência nos contratos firmados, a centralização de poder, a mudança de estatuto, a falta de uma estrutura profissional no CT de Cotia que consiga realizar uma transição eficiente dos atletas da base para o profissional, enfim, motivos não faltam para que se promova uma mudança de hábitos e pensamentos.

 

19- O São Paulo precisa do Aurélio Miguel? E o Aurélio Miguel, precisa do São Paulo?

Eu preciso de um São Paulo Futebol Clube forte, ético, democrático. Que reflita fora do campo a qualidade que os jogadores demonstram nos gramados. Eu preciso de um São Paulo com pluralidade de idéias, com uma relação menos dependente de empresários. Eu preciso de um São Paulo cidadão, que cumpra suas contrapartidas sociais com a população paulistana, que respeite o meio-ambiente, que trabalhe socialmente a população de baixa renda que vive em seu entorno.

Já o São Paulo precisa de renovação. Precisa de novas idéias, de alguém que tenha sentido na pele o que acontece com um atleta antes durante e depois de uma competição. Que saiba identificar os dirigentes que querem se locupletar no esporte. E que defenda, antes de tudo, os interesses do clube que representa.



 Escrito por Carlos Fabiano às 12h04 [] [envie esta mensagem] []






A vitrine do futebol

 

Existe vitrine maior ou melhor no futebol brasileiro do que o São Paulo Futebol Clube? Não creio.
É um absurdo como a maioria dos atletas dá preferência em assinar contrato com o clube do Morumbi, pensando em projetar-se internacionalmente e ver seu futebol reconhecido pelo técnido da seleção brasileira.

A "bola da vez" responde pela alcunha de Jancarlos, ex-Atlético/PR.

Depois de longa negociação com o Corinthians o atleta acertou sua ida para o Tricolor após uma curta conversa com Milton Cruz, auxiliar do técnico Muricy Ramalho.
Em rápida negociação com a diretoria seu empresário fechou um contrato de 3 anos e à Folha On line deu o seguinte depoimento:

"A melhor proposta era do Corinthians, mas não tenho como fechar as portas para um clube como o São Paulo."

O que tem de tão especial esse clube que há tempos é cantado em verso e prosa? O que será que enfeitiça os atletas e seus empresários?

Dizem que outros clubes do país têm estrutura tão boa quanto o São Paulo. Mas na avaliação de propostas a maioria dá sempre preferência ao tricolor paulista.

Começo a acreditar que além da estrutura de primeiro mundo o diferencial oferecido pelo São Paulo é a tranqüilidade que sua diretoria oferece aos atletas. No São Paulo torcedor não invade treino, as crises - se existem - são passageiras, os pagamentos são feitos em dia e a possibilidade de um bom contrato com um grande centro do futebol europeu é muito maior que em qualquer outro lugar.

O São Paulo continua na vanguarda do futebol brasileiro.

Pena que seus adversários não aprendem nunca.



 Escrito por Carlos Fabiano às 12h17 [] [envie esta mensagem] []




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