Torcer faz bem
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É curioso e triste perceber que vivemos uma época em que o ser humano está cada vez mais individualista, independente de qual seja o tema que estejamos tratando, como a natureza ou as próprias relações humanas.
Percebi nas últimas semanas o quão difícil é reunir um grupo de pessoas para conseguir doações de mantimentos para uma instituição de caridade ou mesmo para doar sangue a uma criança. Recebi algumas críticas por conta disso, pelo suposto uso incorreto de ferramentas que deveriam servir apenas para facilitar nosso dia a dia profissional, ou acadêmico.
Mas oras, para que serve toda essa tecnologia se não posso me valer dela para fazer o bem? Se não posso utilizá-la para mobilizar pessoas, de que vale?
Algumas instituições ainda são porto seguro da consciência de que a ajuda ao próximo é tema constante em suas vidas. Foi assim quando falei com um amigo que não vejo há tempos e que por meio do MSN descobri que virou bombeiro. Prontamente ele colocou seus "serviços" às ordens de uma boa causa e mobilizou seu batalhão para um mutirão de doação voluntária de sangue.
Na escola de meu filho, de 9 anos, conseguiu a doação de mais de 15kg de sabonete e creme dental, que foram doados a uma instituição que cuida de velhinhos abandonados. A mesma campanha, no trabalho, resultou em 5 sabonetes e 2 tubos de creme dental.
Como podem perceber as crianças talvez sejam a única salvação desta nação.
Então pergunto: por que as torcidas dos clubes de futebol não aproveitam para mudar a imagem que todo torcedor, de um modo geral, tem delas? Por que não aproveitam o fato de serem torcidas organizadas, para organizarem-se em prol de causas humanitárias que estejam ao seu alcance?
Uma oportunidade como essa, ainda que tenha o interesse de mudar a imagem marcada por atos de violência contra os seus e contra outros, sem dúvida traria reflexos sem prescedentes.
Está mais do que na hora de torcermos não só para nossos times de futebol. Está na hora de torcermos também pela vida. |
Escrito por Carlos Fabiano às 10h31
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Fim da agonia
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Foram mais de 20 anos de agonia, com alguns títulos importantes, a bem da verdade.
Na madrugada de hoje o Clube de Regatas Vasco da Gama finalmente se vê livre de uma administração que mais tem colaborado para afundar o clube do que para dignificar seu nome.
Com isso volta a simpatia de outros torcedores, volta a esperança de ver o clube cruzmaltino novamente brigando por títulos.
Não pense, Roberto Dinamite, que tudo será mil maravilhas, pois o torcedor de verdade não se limita a apenas torcer. Começará agora um trabalho de acompanhamento constante, para que ele faça mais e melhor que seu antecessor.
Os senhores feudais do futebol brasileiro aos poucos são destronados.
Que o exemplo de São Januário possa ter eco em outras entidades, e em outros esportes. |
Escrito por Carlos Fabiano às 10h29
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Direito à informação X Direito à privacidade
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Quando o trabalho da imprensa passa a influenciar diretamente o trabalho dos clubes ou das seleções de futebol?
Está na hora de avaliarmos qual o papel desses profissionais na divulgação de informações e apuração, quando se trata dos atletas e suas respectivas agremiações.
Novamente a seleção de futebol do Brasil passa por um momento de transição, com a renovação de seu quadro técnico, agora sob o comando do ex-jogador Dunga, capitão do tetracampeonato, em 1994.
Há um conflito deflagrado entre o treinador e a imprensa, ávida por novidades sobre os craques, mas que em muitos momentos não respeita a condição do ser humano, enxergando apenas o jogador de futebol que pode virar notícia.
O corte de privilégios a determinados veículos e representantes desses, gerou grande desconforto entre os jornalistas responsáveis pela cobertura da seleção. Mas o papel da imprensa muitas vezes não é analisado da forma como deveria, ainda que ela seja a responsável por levar ao torcedor as informações sobre seus ídolos.
Todos sabemos que para um trabalho sério é necessário um momento de isolamento, já que os atletas estão constantemente sujeitos à opinião pública e também aos empresários, outro mal necessário ao futebol moderno.
A exposição constante na mídia passa a atrapalhar a preparação desses mesmos atletas, independente de qual seja o torneio em foco, como vimos durante a realização da última Copa do Mundo em 2006. Daí a necessidade de deixar de lado os holofotes para maior dedicação e busca pelo resultado positivo.
Não é assim que acontece com os clubes de futebol? E por que com a seleção tem de ser diferente?
Se os clubes se fecham em suas concentrações, viajam para locais isolados e "blindam" seus atletas, por que a seleção tem de adotar outro tipo de comportamento? Por que os jogadores vindos da Europa têm de estar constantemente à disposição e os palcos de treinamento transformam-se em verdadeiros picadeiros para o "respeitável público"?
É fato que todos os brasileiros têm de saber o que se passa com sua seleção, mas devemos também entender de que este time precisa de tempo e sossego para trabalhar. Há um claro limite entre a informação e o desrespeito ao ser humano. E este limite não vem sendo respeitado. |
Escrito por Carlos Fabiano às 10h29
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Pelo direito de torcer em paz
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O torcedor brasileiro, de uma forma geral, é maltratado em todas as vezes que resolve prestigiar seu clube do coração no estádio, seja em que estádio for. Em pleno século 21 as condições de higiene nos banheiros ainda é questão sempre lembrada, quando o assunto é a modernização das praças esportivas e a luta pela volta do público aos estádios. Quando finalmente o torcedor, no Brasil, será tratado de forma decente? A Copa 2014 levantou a possibilidade de modernização das principais arenas do país, mas o pensamento não leva em conta o torcedor brasileiro, mas sim o privilégio do país em abrigar a maior competição do futebol mundial. Pequenas coisas, que fazem a diferença, são esquecidas ou desconsideradas. A venda de ingressos é uma delas. Por mais que pareça lógica e prática, a venda de ingressos é um verdadeiro calvário que os torcedores têm de encarar, seja numa partida classificatória ou na final de um campeonato. Horários e dias incompatíveis, aliados ao eterno problema dos cambistas, deixam os torcedores cada vez mais distantes de sua paixão. É certo que uma empresa detenha o monopólio da venda de ingressos? Parece lógico que não. Mas uma empresa faz dos clubes seus reféns, antecipando pagamentos e alienando os devedores a um compromisso do qual não podem sair, ainda que o serviço ofertado seja o pior possível. Quero acreditar que o Brasil pode mudar em diversos aspectos, mas os homens que fazem a política do país, em todas as áreas, teimam em matar esse sonho. Tudo o que o torcedor quer é o direito de torcer em paz. Parece um absurdo? E mesmo com uma Copa do Mundo no horizonte parece que esse sonho é algo utópico demais para se tornar realidade. |
Escrito por Carlos Fabiano às 10h25
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