O Blog do Careca


Avaliação pré-esportiva: seu coração agradece

É comum entre os brasileiros a prática de esportes somente aos finais de semana, ainda que a grande maioria não saiba os riscos que a atividade física eventual pode trazer à saúde.


O bate bola com os amigos, a corridinha no parque ou mesmo a natação no clube, se feitos de forma intensa, podem causar grandes danos ao coração daqueles que só praticam atividades físicas eventualmente.


No futebol alguns exemplos recentes apontam para os cuidados que todos deveriam ter antes de praticar esportes. A morte em campo do zagueiro Serginho, do São Caetano, em outubro de 2004, causou grande comoção no Brasil, mas poucos se lembram disso ao reunir os amigos para a pelada de fim-de-semana.


Os cardiologistas, em sua grande maioria, alertam para os riscos causados ao coração e aconselham o esportista eventual a avaliar suas condições físicas, antes da prática de exercícios de grande intensidade.


O Dr. Giuseppe Dioguardi, cardiologista do esporte do Hospital Dante Pazzanese e autor do livro “Tratado de Cardiologia do Esporte e do Exercício”, alerta para a importância do acompanhamento médico antes de atividades que exijam grandes esforços: "A prática de esportes nos finais de semana, desde que sejam em uma intensidade muito leve ou leve, não apresenta riscos. Só não fornecerão todos os benefícios das atividades organizadas. Já para as atividades de moderada a alta intensidade deve-se tomar maiores cuidados como avaliação pré-participação esportiva, identificando situações clínicas que necessitem afastamento ou orientações específicas."


Isso vale para pessoas de qualquer faixa etária, o que inclui os jovens, que normalmente não dão a devida importância para essa questão.


Para o Dr. Giuseppe uma pessoa que tenha constatado e faça qualquer tipo de tratamento para o coração pode praticar esportes, desde que “tenha sua condição clínica avaliada por um especialista, que vai orientar a atividade e intensidade adequada para sua idade, capacidade funcional e quadro clínico”.


Ele recomenda ainda o preparo físico regular durante a semana, ressaltando sua “importância para a melhora dos benefícios da atividade física. Estudos realizados em diversos centros especializados demonstraram resultados cada vez mais benéficos para o homem, constatando que o tempo dedicado a eles é muito bem empregado.”


Não só o coração como outros órgãos do corpo humano sofrem com a prática esportiva eventual. O risco de lesões associadas ao esporte aumenta consideravelmente, levando em conta os equipamentos utilizados, como os calçados apropriados para cada tipo de atividade. É o que acha o Dr. Luiz Rosan, fisioterapeuta do São Paulo Futebol Clube e da Seleção Brasileira de Futebol: “Os atletas de final de semana são os que mais sofrem lesões, por justamente não estarem preparados fisicamente. Não se deve ativar nenhuma possibilidade de esporte sem passar pelo crivo de um especialista.”
O Dr. Rosan é taxativo ao afirma que “sempre que for praticar alguma atividade física o esportista deve antes procurar um médico e fazer uma avaliação física, para traçar seu perfil de aptidão. É importante que ele saiba até onde pode chegar o seu organismo e trabalhar dentro desse limiar.”


Acostumado a tratar os maiores astros do futebol brasileiro, Dr. Rosan, acredita que “a prática de atividade física regular deve ser sempre acompanhada por um profissional, quando se pretende atingir um alto nível. É o profissional que irá direcionar as condutas, o tempo e os dias para se executar um trabalho que suporte as atividades.”


O indivíduo deve conhecer seus limites e saber o momento de parar, ao menor sinal de que algo esteja errado.


A manutenção de uma atividade regular além de trazer benefícios para a saúde física e mental colabora para o aumento da qualidade de vida do cidadão, e isso no final é o que tem de ser levado em conta.



 Escrito por Carlos Fabiano às 11h07 [] [envie esta mensagem] []






Trapalhadas Fenomenais

Todo ser humano comete erros e não poderia ser diferente com aqueles que para nós são quase heróis, semideuses.

O menino que joga futebol, e tem talento, em pouco tempo é alçado à condição de estrela e vê seu mundo mudar da noite para o dia. Não pode mais sair com os amigos para os lugares habituais. Não pode mais comparecer a eventos com a família, ou mesmo ser flagrado tomando uma cervejinha, como qualquer mortal.

Sua vida já não pertence mais a si, mas sim aos periódicos e público ávido por informações de seu ídolo.

Ronaldo Nazário sofreu na pele, nas últimas semanas, as conseqüências de tornar-se um popstar. De menino pobre dos subúrbios cariocas ao casamento num castelo. E lá estava Ronaldo como embaixador da Unicef, que agora nega qualquer relação com o craque.

Como ser humano e honesto ele reconheceu o erro, mas a imagem foi prejudicada a ponto de correr o risco de perder alguns de seus poupudos patrocinadores.

A imprensa, voraz como um abutre, explora ao máximo o episódio, e o menino sofre. Sim, um menino, mesmo com 30 e poucos anos. Um menino que teve seus passos vigiados desde os 16 anos, quando despontou para o futebol no Cruzeiro, de Minas Gerais, até a maturidade, que talvez ainda não tenha chegado, no Milan, da Itália.

Cada um exerce seu papel nessa ciranda que convencionamos chamar de vida.

Uns rendem fatos e outros os explora.

Assim seguimos, com e sem trapalhadas.

Assim continuamos humanos.



 Escrito por Carlos Fabiano às 16h30 [] [envie esta mensagem] []




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